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Experimento Universo 25

1: Autoria e cronologia

O experimento Universo 25 foi idealizado e realizado pelo psicólogo e etólogo estadunidense John Bumpass CALHOUN (EUA; 11 de maio de 1917 – 07 de setembro de 1995; EUA). O experimento foi realizado durante as décadas de 1960 e 1970, num total de 600 dias, por cada experimento.

Foram um total de 25 experimentos, com início em 1962 e término em 1973. Todos os 25 experimentos tiveram a mesma metodologia e a mesma conclusão.

Calhoun aos 69 anos

2: Objetivo

O objetivo do experimento era verificar o comportamento de uma superpopulação em um ambiente controlado.

3: O Cenário do experimento

Foi construído um “mundo ideal’ para a alimentação e reprodução dos camundongos. Esse local foi chamado pelo próprio Calhoun como Paraíso dos Ratos. Neste local havia abundância de comida e de água. O espaço era amplo para a sobrevivência e permanência da colônia.

4: Metodologia

Foi usada uma colônia de camundongos, inicialmente, 4 casais, um total de 8 camundongos. Havia alimentos e água em abundância. O espaço era adequado e havia liberdade. O local era chamado de “O Paraíso dos Camundongos”.

5: Resultados

Obviamente, com o passar do tempo a colônia aumentou graças à reprodução. O crescimento no início era notável. Entretanto, aos 315 dias de experimento, a curva de crescimento teve uma inflexão e desse momento em diante a taxa de crescimento (e reprodução) começou a diminuir de forma significativa.

Quando o número de roedores chegou a 600, formou-se uma hierarquia entre eles e um tipo de organização. Então roedores maiores começaram a atacar o grupo, tanto os machos como as fêmeas.

Como resultado muitos machos começaram a colapsar, psicologicamente. Estes eram os “desgraçados”. No caso das fêmeas estas não se protegeram e, por sua vez, descontavam a agressão tornando-se agressivas, com seus filhotes. Isso fez que com o passar do tempo, as fêmeas passaram a mostrar (i) – comportamentos cada vez mais agressivos, (ii) – elementos de isolamento e (ii) – falta de humor reprodutivo. Estas fêmeas eram as “isoladas” ou “fêmeas isoladas”.

Como consequência disso, houve uma baixa taxa de natalidade e, ao mesmo tempo, um aumento da mortalidade em roedores mais jovens. Disso surge uma nova classe de roedores machos, os chamados “ratos bonitos”, ou ainda “belos machos”.

Eles se recusavam a acasalar com as fêmeas ou a lutar por seu espaço. Para essa classe só lhes importava se alimentar e dormir.

Em determinado ponto do experimento os “belos machos” e as “fêmeas isoladas” constituíam a maioria da população. De acordo com Calhoun, a fase da morte consistia em duas fases: a chamada “primeira morte” e a chamada “segunda morte”.

A primeira morte era caracterizada pela perda de propósito na vida havendo somente o instinto natural de sobrevivência. Não havia desejo de acasalar, ou estabelecer um papel na sociedade. Com o passar do tempo, a mortalidade juvenil atingiu 100% e a reprodução da espécie alcançou nível zero.

Os camundongos ameaçados passaram para práticas de homossexualidade. Nesse mesmo período foi observado um aumento na prática de canibalismo, mesmo com fartura de comida.

Dois anos após o início do experimento, nasceu o último bebê da colônia. Em 1973, ele havia matado o último rato do Universo 25. John Calhoun repetiu o mesmo experimento mais 25 vezes, e todas as vezes o resultado foi o mesmo.

O trabalho científico de Calhoun tem sido usado como um modelo para interpretar o colapso social, e sua pesquisa serve como um ponto focal para o estudo da sociologia urbana. Calhoun prestou consultoria para diversos grupos, em destaque para a Nasa e para o Distrito de Columbia para opinar acerca da superpopulação prisional.

As aberrações comportamentais observadas nos experimentos eram chamados de “ralo comportamental”. Os comportamentos de isolamento ou sem interação social foram cunhados como “belos comportamentos” e vinham de roedores passivos.

6: Conclusões

O experimento Universo 25 permitiu concluir que em meio a (i) – uma superpopulação e (ii) – em presença de alta densidade demográfica, temos um colapso social, mesmo que haja abundância de alimentos. O experimento observou que os indivíduos perderam sua identidade e muitos começaram a ter comportamentos anormais, desviantes e destruidores. Isso, (i) a falta de identidade e (ii) – os comportamentos anormais, levaram à (iii) – extinção da sociedade existente que chegou a uma população a algo em torno de 2.200.