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Estudo de Conformidade de Asch

1: Autoria e cronologia

Não se trata de um único e isolado experimento, mas de alguns experimentos realizados na década de 1950. Ele foi conduzido pelo psicólogo polaco-estadunidense Solomon Eliot ASCH (Polônia; 1907 – 1996; EUA).

Asch disse que o experimento surgiu de um evento em sua infância. Afirmou, certa vez, que na Polônia, na noite de Páscoa, quando tinha 7 anos, viu sua avó encher dois copos de vinho ao que perguntou: “Para quem é esse segundo copo de vinho:” E ela respondeu: “Para o profeta Elias.” Nisso Asch retrucou, perguntando: “Elias vai realmente tomar vinho?” Seu tio, que observara tudo disse: “Sim, claro, fique olhando para o copo que na hora que ele tomar o vinho você vai observar a redução no nível do copo.” Asch assim fez e disse ter visto o vinho reduzir seu nível. Logo, Asch concluiu anos mais tarde: “Eu cedi à pressão social.”

 

Solomon Asch

2: Objetivo

O objetivo único era verificar o poder da influência coletiva sobre o indivíduo. Para isso, Asch perguntou:

1) Até que ponto as forças sociais alteram a opinião das pessoas?
2) Qual aspecto da influência do grupo é mais importante: o tamanho da maioria ou da unanimidade de opinião?

3: O Cenário do experimento

Em uma sala eram apresentadas duas cartas, a primeira com uma linha e a segunda com três linhas, esta última com linhas de tamanhos diferentes.

Cartas do experimento de conformidade de Asch
Cartas do experimento de Asch – meramente ilustrativo

4: Metodologia

Participaram do experimento 123 homens, onde foram selecionados grupos entre 6 a 8 pessoas que entravam na sala para o experimento. Uma única pessoa, chamada de genuína, era a pessoa a ser testada. Os demais participantes, entre 5 a 7, denominados de confederados, sabiam do experimento e, em dado momento iriam errar as respostas de forma proposital. Isso era para testar a resposta do genuíno.

A resposta a ser dada era indicar qual das linhas da segunda carta, se A, B ou C, correspondia ao tamanho da linha da primeira carta. Cada questão era denominado de julgamento. Foram realizados 18 julgamentos onde em 12 todos os confederados apresentaram a resposta errada.

Os julgamentos com resposta errada por parte dos confederados eram chamados de julgamentos críticos. O genuíno era o penúltimo ou o último a responder. Nos dois primeiros julgamentos as respostas dadas pelos confederados são as corretas.

A partir do quarto julgamento todos os confederados erram as respostas dando a mesma resposta. Isso se repete ao longo do experimento, em um total de 12 julgamentos errados, ou seja, 12 julgamentos críticos no universo de 18 julgamentos. Assim foi conduzido o experimento.

5: Resultados

O experimento colocava em pauta as seguintes possibilidades?

1: O genuíno poderia ir contra a maioria e responder o óbvio ou
2: O genuíno poderia ir junto com a maioria, cedendo à pressão, e contrariar sua própria percepção.

Os resultados obtidos por Asch foram:

A: 25% (1/4) resistiram à pressão social

Resultado do experimento de conformidade de Asch
Resultado A do experimento de conformidade de Asch

B: 5% (1/20) cederam completamente à pressão social
C: Destes 5% o restante, 95% se conforma com a opinião errada da maioria por algumas vezes

Resultado do experimento de conformidade de Asch
Resultados B e C do experimento de conformidade de Asch

D: Quando a resposta errada era unânime, a pressão social aumentou 3 vezes, ou seja, o erro proposital dos genuínos deixou, em proporção, de ser 1 pessoa (1/4) para passar a 3 pessoas (3/4).

6: Conclusões

Muitas pessoas se rendem à pressão social para não se sentirem excluídas do grupo, mesmo que isso seja romper com suas próprias convicções. Algumas pessoas, uma minoria, preservam suas convicções, sem se importar com a opinião alheia.