INÍCIO: 6000 a.C.
FIM: 395 d.C.
1: Introdução
A periodização tradicional do Egito Antigo possui três grandes períodos, tradicionalmente denominados Antigo Império, Médio Império e Novo Império.. Entretanto, é comum incluir também os períodos formativos da civilização Egípcia, especialmente o Pré-Dinástico e o Arcaico. Também é comum a inclusão dos períodos de domínio estrangeiro.
Vamos apresentar os três períodos do Egito Antigo, bem como os períodos anteriores e posteriores a eles. Entre cada novo período do Império, houve um período de transição. Alguns historiadores adotam estes períodos como períodos da periodização, outros como períodos de transição. No nosso caso vamos adotar a segunda perspectiva.
2: Divisões do Egito Antigo
Seguem as divisões do Egito Antigo.
PERÍODO PRÉ-DINÁSTICO: 6000 a 3150 a.C.
Início: Entre 6000 a 5500 a.C. é reconhecida a existência das primeiras comunidades agrícolas permanentes na região do Rio Nilo.
Fim: Em 3150 a.C. é o momento da unificação do Alto e Baixo Egito, creditado, tradicionalmente ao reinado de Narmer.
Esse período corresponde à fase de formação da civilização Egípcia. É quando surgem as primeiras comunidades agrícolas permanentes às margens do rio Nilo, favorecidas pelas cheias periódicas que fertilizavam o solo. A agricultura possibilitou o crescimento populacional, o desenvolvimento de aldeias e o aumento da complexidade social, da economia e da política.
Ao longo desse período, as comunidades passaram a se organizar politicamente, formando pequenos reinos. Gradualmente, consolidaram-se duas grandes regiões: o Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, ao norte. Também surgiram importantes elementos da cultura Egípcia, como práticas religiosas, costumes funerários, símbolos de poder e formas iniciais de escrita. No fim desse período, ele é caracterizado por um processo de centralização política que se intensificou, preparando o caminho para a unificação do Egito e para o surgimento do Estado faraônico, o que caracteriza o próximo período.
PERÍODO ARCAICO: 3150 a 2686 a.C.
Início: O Alto Egito e o Baixo Egito são unificados. É creditado o ano de 3150, coincidente com o início do reinado de Narmer.
Fim: Marco historiográfico escolhido, de forma a representar o início do Antigo Império, através do início da III Dinastia.
O Período Arcaico, ou ainda, Período Dinástico Inicial, corresponde ao momento de consolidação do Estado Egípcio após a unificação do Alto e do Baixo Egito. O faraó tem sua autoridade fortalecida, o que é uma consequência do próprio período iniciado pela unificação das terras do Egito. As bases políticas, administrativas e religiosas do Egito Antigo foram estabelecidas.
O Egito cria uma administração centralizada, cria e organiza as principais instituições do Estado. É ainda nesse momento em que o faraó passa a ser reconhecido não apenas como governante político, mas também como figura sagrada. Com um Estado fortalecido, houve crescimento das cidades o que também gerou um maior desenvolvimento das atividades comerciais.
A escrita hieroglífica foi aperfeiçoada, bem como as práticas religiosas, a exemplo das práticas funerárias que tornaram-se mais elaboradas, surgindo os grandes complexos funerários que posteriormente dariam origem às pirâmides do Antigo Império. O Período Arcaico lançou as bases administrativas, religiosas e culturais que sustentariam a civilização egípcia pelos milênios seguintes.
ANTIGO IMPÉRIO: 2686 a 2181 a.C.
Início: Início da III Dinastia com a ascensão do faraó Djoser, creditado o ano de 2686 a.C.
Fim: O ano de 2181 a.C. é utilizado como marco historiográfico do colapso da autoridade central do faraó.
É o primeiro grande período de estabilidade, prosperidade e centralização política do Egito Antigo. Isso se deve, em grande parte à elevada autoridade do faraó, permitindo a organização de grandes obras públicas e a consolidação das instituições do Estado Egípcio. Foi durante esse período que ocorreram as mais famosas construções da história Egípcia, especialmente as grandes pirâmides: Qeóps, Miquerinos e Kefrén. Estas três são conhecidas como as pirâmides de Gizé. Elas se tornaram um dos principais símbolos da civilização Egípcia.
A religião fortaleceu ainda mais a posição do faraó, considerado um governante de caráter divino e responsável pela manutenção da ordem cósmica e social. O período também foi marcado pelo desenvolvimento artístico, arquitetônico e cultural.
Já nos séculos finais, entretanto, o poder central começou a enfraquecer. Os governadores provinciais ampliaram sua autonomia, surgiram disputas internas e dificuldades administrativas, contribuindo para a fragmentação política do reino e para o início do Primeiro Período Intermediário. Sacerdotes, pela força e importância da religião, aumentam seu poder e riqueza e, juntamente, com nobres, colaboram para uma redução contínua e gradual da força dos faraós. Como resultado: enfraquecimento da autoridade dos faraós e fortalecimento dos governantes locais. Ocorre fragmentação política.
Primeiro Período Intermediário: Corresponde ao período de 2181 a 2055 a.C. É, tradicionalmente, considerado um período de transição.
MÉDIO IMPÉRIO: 2055 a 1650 a.C.
Início: 2,6 a 2,5 milhões de anos, com as primeiras ferramentas feitas de pedra lascada.
Fim: Em 10.000 a.C. com a revolução agrícola e as primeiras técnicas de agricultura.
Deve-se entender que antes de 2,6 milhões a.C. existia a presença de hominídeos. Existem estudos que apontam a presença desde 7 milhões de anos a.C. Entretanto, o período do Paleolítico é associado não exatamente ao início da presença humana, mas à presença de hominídeos que tiveram a habilidade de construir as primeiras ferramentas, o que acontece com o Homo habilis o que corresponde ao período de 2,6 a 2,5 milhões de anos.
Segundo Período Intermediário: 1650 a 1550 a.C.
NOVO IMPÉRIO: 1550 a 1069 a.C.
Início: 2,6 a 2,5 milhões de anos, com as primeiras ferramentas feitas de pedra lascada.
Fim: Em 10.000 a.C. com a revolução agrícola e as primeiras técnicas de agricultura.
Deve-se entender que antes de 2,6 milhões a.C. existia a presença de hominídeos. Existem estudos que apontam a presença desde 7 milhões de anos a.C. Entretanto, o período do Paleolítico é associado não exatamente ao início da presença humana, mas à presença de hominídeos que tiveram a habilidade de construir as primeiras ferramentas, o que acontece com o Homo habilis o que corresponde ao período de 2,6 a 2,5 milhões de anos.
Terceiro Período Intermediário: 1069 a 664 a.C.
Período Tardio: 664 a 525 a.C.
DOMINAÇÕES ESTRANGEIRAS: 525 a.C. a 395 d.C.
Início: 2,6 a 2,5 milhões de anos, com as primeiras ferramentas feitas de pedra lascada.
Fim: Em 10.000 a.C. com a revolução agrícola e as primeiras técnicas de agricultura.
Deve-se entender que antes de 2,6 milhões a.C. existia a presença de hominídeos. Existem estudos que apontam a presença desde 7 milhões de anos a.C. Entretanto, o período do Paleolítico é associado não exatamente ao início da presença humana, mas à presença de hominídeos que tiveram a habilidade de construir as primeiras ferramentas, o que acontece com o Homo habilis o que corresponde ao período de 2,6 a 2,5 milhões de anos.
3: Linha do Tempo
Segue a Linha do Tempo para o Egito Antigo.