USD: R$ 5,25
BTC: R$ 373.363,67
EUR: R$ 6,10
GBP: R$ 7,01

Escolas Econômicas: períodos e pensadores

1: Introdução

A economia é uma área híbrida. É categorizada como Ciência Social, ao mesmo tempo em que utiliza muitas ferramentas matemáticas e hoje faz uso constante da inteligência artificial. A economia sempre existiu na histótria da humanidade.

Ela se trata não somente de dinheiro, compras e vendas. Ela trata, em sua origem mais primordial, da organização da casa. E essa organização passa, inevitavelmente, pelas finanças, sua contabilidade e, por consequência, envolve dinheiro.

Vamos apresentar neste breve texto uma visão geral sobre as principais escolas econômicas, seus períods e os principais pensadores e suas ideiais mais marcantes.

2: Categorização do Pensamento Econômico e seus pensadores

1. ANTIGUIDADE CLÁSSICA (séc. V a.C. – séc. V d.C.)

1.1 Pensadores Chineses (séc. VI–IV a.C.)

  • Confúcio → ética social, moralidade e governança, influência na economia pela organização da sociedade e relações comerciais.

1.2 Pensadores Gregos (séc. V–IV a.C.)

  • Xenofonte → práticas econômicas e agrícolas, administração doméstica e militar, importância do comércio e da propriedade.
  • Platão → filosofia política aplicada à economia; ideias sobre justiça e organização do trabalho na sociedade ideal.
  • Aristóteles → teoria do valor, propriedade, ética econômica, justiça comutativa e função da moeda.

1.3 Pensadores Romanos (séc. I a.C. – I d.C.)

  • Cícero → direito, propriedade, contratos e ética nas relações econômicas.
  • Sêneca → moral e economia, crítica ao luxo e ao enriquecimento desmedido.

2. IDADE MÉDIA (séc. IV–XV)

2.1 Economia Teológica (séc. IV–XV)

2.1.1 Escola Patrística (séc. IV–V)

  • Santo Agostinho → preço justo, condenação da usura, ética cristã aplicada à economia.

2.1.2 Escola Escolástica (séc. XI–XV)

  • São Tomás de Aquino → justiça comutativa, preço justo, usura; base moral para trocas econômicas.
  • Duns Scotus → propriedade e pobreza evangélica, fundamentos morais e éticos da riqueza.
  • Guilherme de Ockham → críticas à usura, liberdade contratual, racionalização econômica dentro da ética religiosa.

2.2 Economia Feudal (séc. IX–XV)

  • Guillaume de Nangis → descrição da vida nos feudos e relação senhor-servo.
  • Jean de Joinville → observações sobre economia e sociedade feudal na França.
  • Rodrigo Jiménez de Rada → propriedade e tributos na Península Ibérica medieval.
  • Ibn Khaldun → análise de prosperidade e declínio de cidades e impérios, aplicável à organização feudal.

3. ESCOLAS PRÉ-CLÁSSICAS (séc. XVI – XVIII)

3.1 Mercantilismo (séc. XVI–XVII)

  • Jean Bodin → teoria do poder estatal, moeda e riqueza nacional.
  • Thomas Mun → balança comercial, exportações e acumulação de metais preciosos.
  • António Serra → crítica às restrições do comércio e ao excesso de regulamentação.
  • Colbert → políticas econômicas francesas, centralização e intervenção estatal.
  • William Petty (1623–1687) → economia política inicial, análise de renda nacional, estatísticas e contabilidade econômica.

3.2 Fisiocracia (séc. XVIII)

  • François Quesnay → riqueza baseada na agricultura, fluxo circular da renda.
  • Turgot → liberalismo econômico inicial, defesa da liberdade do comércio.

3.3 Autores Pré-Clássicos (séc. XVIII)

  • Jean-Baptiste Say → lei dos mercados, circulação e produção.
  • Nassau Senior → teoria do valor e da renda.
  • Alexis de Tocqueville (1805–1859) → análise de instituições, sociedade e desigualdades, antecipando impactos sociais e econômicos do liberalismo.

4. ESCOLAS CLÁSSICAS (séc. XVIII – XIX)

4.1 Escola Liberal (séc. XVIII–XIX)

4.1.1 Escola Liberal Clássica (séc. XVIII–XIX)

  • Adam Smith (1723–1790) → divisão do trabalho, mão invisível, fundamento do liberalismo econômico.
  • David Ricardo (1772–1823) → teoria das vantagens comparativas, renda da terra, teoria da distribuição.
  • Thomas Malthus (1766–1834) → população e escassez de recursos; teoria da pobreza.
  • John Stuart Mill (1806–1873) → economia política e liberdade individual; equilíbrio entre propriedade e intervenção mínima.
  • Friedrich List (1789–1846) → economia nacional, protecionismo estratégico, desenvolvimento econômico dos Estados.

4.1.2 Escola Utilitarista (séc. XVIII–XIX)

  • Jeremy Bentham (1748–1832) → princípio da utilidade, base para políticas econômicas e sociais.
  • J. S. Mill (1806–1873) → extensão do utilitarismo ao liberalismo econômico e social.

4.2 Escola Crítica (séc. XIX)

  • Karl Marx (1818–1883) → análise científica do capitalismo, teoria da mais-valia, luta de classes.
  • Friedrich Engels (1820–1895) → desenvolvimento do materialismo histórico, crítica econômica e social ao capitalismo.

4.3 Socialismo Científico (séc. XIX)

  • Karl Marx (1818–1883) → análise das leis econômicas do capitalismo, teoria da exploração.
  • Friedrich Engels (1820–1895) → codificação e divulgação do socialismo científico, apoio à análise marxista.
  • Vladimir Lênin (1870–1924) → teoria do imperialismo, partido de vanguarda, aplicação prática do marxismo.
  • Rosa Luxemburgo (1871–1919) → crítica ao reformismo, teoria da greve de massas, internacionalismo.
  • Antonio Gramsci (1891–1937) → hegemonia cultural, sociedade civil, papel dos intelectuais.

4.4 Socialismo Utópico (séc. XVIII–XIX)

  • Saint-Simon (1760–1825) → planejamento social, bem-estar coletivo.
  • Charles Fourier (1772–1837) → comunidades cooperativas e harmonia social.
  • Robert Owen (1771–1858) → reformas sociais e educacionais aplicadas à economia.

5. ESCOLAS NEOCLÁSSICAS (séc. XIX–XX)

5.1 Não Intervencionistas

5.1.1 Marginalismo (séc. XIX)

  • William Stanley Jevons (1835–1882) → utilidade marginal.
  • Carl Menger (1840–1921) → valor subjetivo, Escola Austríaca.
  • Léon Walras (1834–1910) → equilíbrio geral.

5.1.2 Neoclássicos (séc. XIX–XX)

  • Alfred Marshall (1842–1924) → oferta e demanda, elasticidade.
  • Vilfredo Pareto (1848–1923) → ótimo de Pareto, distribuição.
  • Francis Edgeworth (1845–1926) → teoria da barganha.

5.2 Intervencionistas

5.2.1 Economia do Bem-Estar (séc. XX)

  • Arthur Cecil Pigou (1877–1959) → externalidades, intervenção corretiva.

5.2.2 Keynesianismo (séc. XX)

  • John Maynard Keynes (1883–1946) → teoria geral, demanda agregada.
  • Oskar Ryszard Lange (1904–1965) → modelos de socialismo de mercado.

6. TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO (séc. XX)

6.1 Estruturalismo Latino-Americano (décadas 1950–1970)

  • Raúl Prebisch (1901–1986) → centro-periferia, deterioração dos termos de troca.
  • Celso Furtado (1920–2004) → subdesenvolvimento e dependência.
  • Fernando Henrique Cardoso (1931– …) → teoria da dependência e relação centro-periferia

6.2 Modelos de Crescimento (décadas 1950–1980)

  • Robert Solow (1924– ) → modelo de crescimento neoclássico.
  • W. Arthur Lewis (1915–1991) → modelo dual de desenvolvimento.
  • Heckscher-Ohlin (1879–1952) → modelo de comércio internacional.

6.3 Capital Humano e Inovação (séc. XX)

  • Joseph Schumpeter (1883–1950) → destruição criadora, inovação.
  • Theodore Schultz (1902–1998) → teoria do capital humano.

7. NEOLIBERALISMO (séc. XX)

7.1 Escola Austríaca (séc. XX)

  • Ludwig von Mises (1881–1973) → praxeologia, crítica ao intervencionismo.
  • Friedrich von Hayek (1899–1992) → ordem espontânea, crítica ao planejamento central.

7.2 Escola de Chicago (Monetarismo, séc. XX)

  • Milton Friedman (1912–2006) → política monetária, crítica ao keynesianismo.
  • George Stigler (1911–1991) → economia da regulação, teoria dos mercados.
  • Gary Becker (1930–2014) → economia do comportamento, capital humano.
  • Robert Lucas (1937– ) → expectativas racionais, ciclos econômicos.