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Banda Cambial

Este regime cambial, conhecido em inglês como Target Zones, possui a premissa de uma taxa cambial definida em torno de um valor central, um valor médio e esta pode variar dentro de certos limites, compreendidos entre um piso e um teto. Enquanto a taxa cambial permaneça dentro deste intervalo, regra geral, o Banco Central não intervém.

Esse tipo de regime é muito útil para dar estabilidade às exportações. Isso porque, mesmo que haja um intervalo, uma flutuação aceita, o fato de haver um controle sobre ele garante um razoável grau de previsibilidade quanto à variação cambial. Isso é positivo para as exportações, já que mantém a taxa cambial sob controle.

Regime Cambial Banda Cambial
Regime Cambial Banda Cambial

Logo, a Banda Cambial é um regime focado em manter a estabilidade cambial, tendo como consequências o equilíbrio das exportações e sua expansão, bem como controle da inflação.

Como são usados um piso e um teto, a intervenção do Banco Central, mesmo que exista, tende a ser menor, enquanto a taxa permaneça dentro da banda, quando comparado a câmbios intermediários ou rígidos. Para fins de exemplo, vamos adotar um caso fictício, a Argentina. Supondo que em seu regime cambial do tipo Banda Cambial, foi adotado que o piso ficaria em 1.000 Pesos e o teto em 1.400 Pesos, com relação ao Dólar Americano. Essa é a aplicação desse regime cambial.

Existe um caso especial da Banda Cambial, conhecida por Unilateral. Neste caso não há, propriamente dito, uma Banda, mas apenas um limite, que pode ser um limite de valorização ou um limite de desvalorização. Isso implica que há controle – intervenção – em somente um sentido da variação cambial.

Um ponto de destaque para esse regime cambial reside no fato que ele permite, por sua própria configuração, que o mercado regule a taxa de câmbio. Entretanto, se essa taxa ultrapassar limites, o Banco Central entra em ação. Outro ponto de interesse é que nesse regime a taxa de câmbio é considerada uma taxa flexível, ajudando a atenuar oscilações abruptas.

Vantagens
1: Reduz a incerteza cambial, tendo um cenário mais real (flutuação)
2: No geral, é dada publicidade sobre o piso e teto da Banda Cambial
3: Obriga uma disciplina econômica do país doméstico, o que traz credibilidade
4: Menor gasto de reservas internacionais enquanto a taxa de câmbio esteja no intervalo de flutuação
5: Maior credibilidade diante do comércio internacional
6: Atrai investidores e investimentos
7: Ainda que o resultado maior seja no mercado, ajuda a controlar a inflação

Desvantagens
1: A Política Monetária fica refém, por assim dizer, em manter a flutuação adotada
2: Por decorrência do elemento anterior, isso limita a articulação para alterar juros
3: Ainda, por decorrência do elemento 1, o país fica limitado em desvalorizar a moeda para facilitar exportações
4: Se a banda cambial for mantida de forma artificial, pode gerar especulações
5: No caso de haver especulações, pode ser necessário o gasto das reservas internacionais
6: A definição do piso e do teto não é matéria simples

Objetivo: Proporcionar maior previsibilidade quanto ao comércio internacional, reduzindo a possibilidade de desvalorizações bruscas, o que se consegue mediante uma taxa de câmbio flexível
Grau Relativo de Intervenção: Médio baixo
Exemplos: Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio, Dinamarca