É conhecido em inglês como Crawling Peg, nomenclatura bastante difundida no Brasil. Nota-se que muitas instituições financeiras, tanto bancos como corretoras erram conceitualmente, ao confundir Câmbio Deslizante com Banda Cambial. Nesta seção vamos tratar, especificamente, do Câmbio Deslizante.
Este regime cambial se assemelha, em parte, à Paridade Ajustável. Entretanto, há diferenças. No Câmbio Deslizante, existe a adoção de um valor de taxa cambial a partir do Banco Central que administra e influencia, não necessariamente fixa rigidamente o valor.
Essa taxa cambial é administrada, a qual sofre ajustes graduais ao longo do tempo. É; portanto, um regime cambial com trajetória definida. E essa variação ocorre de forma frequente e gradual ao longo do tempo.

Este é o ponto que o diferencia da Paridade Ajustável, pois, essa alteração da taxa de câmbio é programada, planejada e anunciada, de forma que, previamente, a população e as empresas tenham ciência dela.
Ou seja, não existe um ajuste aplicável para alterar dada condição. O que ocorre é que essa alteração já é prevista pelo próprio regime e é feita de forma planejada pelo Banco Central. Não existe a obrigatoriedade de um evento que implique em correção da taxa cambial, o que ocorre em Paridade Ajustável, ainda que o Câmbio Deslizante possa reagir a impactos econômicos e fiscais.
Neste caso, do Câmbio Deslizante, para evitar variações muito bruscas, o Banco Central projeta pequenas alterações no valor da taxa cambial ao longo do tempo. Estas alterações ocorrem através de pequenos incrementos/decrementos, conforme o alvo a ser atingido.
Esse mecanismo de alterações ao longo do tempo evita choques na economia e ajuda na previsibilidade de resposta do mercado, o que está ancorada na manutenção dos preços e controle da inflação. A escolha das alterações, se incremental ou reducional, é conforme os objetivos da economia doméstica e os eventos de influências conjunturais.
A previsibilidade ajuda a atrair investimentos e investidores. Ademais, os pequenos movimentos previsíveis reduz o impacto (a volatilidade) nas exportações por parte do país doméstico.
Por outro lado, a movimentação planejada, se artificial, pode fomentar especulações, e, a partir disso, surgir uma crise econômica, que inviabilize a manutenção deste regime cambial, o que ocorreu com o Brasil em 1999. Pode ainda reduzir as reservas internacionais com o intuito de manter, artificialmente, o Câmbio ou seus movimentos.
Vantagens
1: Auxiliar no controle da inflação
2: Evitar ou reduzir choques na economia doméstica, o que inclui preços e exportações
3: Aumentar a previsibilidade do mercado doméstico
4: A partir do anterior, obter confiança diante dos investidores
Desvantagens
1: Conforme seja conduzido, pode impactar, de forma relevante, as reservas internacionais
2: Pode surgir especulações
3: Perda de credibilidade se a trajetória não for sustentável
Objetivo: Ajustar o câmbio nominal, especialmente para compensar diferenciais de inflação entre países, (inflação do país doméstico e país(es) estrangeiro(s)), de forma a evitar perda de competitividade e choques bruscos na economia doméstica.
Grau Relativo de Intervenção: Médio
Exemplos: Brasil no período da implementação do Plano Real, Chile e Israel, ambos como exemplos históricos