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Câmbio Flutuante Puro

Também conhecido como Câmbio limpo, em oposição ao regime cambial flutuante administrado, ou ainda câmbio flutuante sujo. É o regime cambial que, em sua forma teórica, não prevê intervenção do Banco Central. Ou, em outras palavras, é o regime com ausência de intervenção sistemática do Banco Central.

É regido pelo próprio mercado. Essa determinação, por assim dizer, se dá a partir da Lei de Oferta e Demanda, que age no mercado. O termo em inglês é Clean Float.

Regime Cambial Câmbio Flutuante Puro
Regime Cambial Câmbio Flutuante Puro

Em termos técnicos, a taxa de câmbio é determinada espontaneamente pela livre concorrência entre compradores e vendedores da moeda estrangeira. Assim, neste regime, o Banco Central não atua de forma sistemática na compra e venda de moeda com o objetivo de influenciar a taxa de câmbio. Ou, em outros termos, não existe uma taxa de câmbio adotada ou planejada a ser atingida.

Logo, não há intervenção cambial direta para equilibrar mercados, exportações, preços, inflações ou taxas de juros. Não há valorização ou desvalorização da moeda por meio do Banco Central.

E por não haver intervenções, pode ocorrer eventos que gerem oscilações, algumas vezes bruscas ou abruptas, impactando o mercado. Isso implica que nem sempre é possível ter boa previsibilidade, neste caso, dificultando um planejamento a longo prazo.

Ainda em decorrência disso, gerar dúvidas e incertezas e, por consequência pode: (i) ter fuga de capital, (ii) aumento da inflação, (iii) aumento dos produtos de importação, (iv) afetar a competitividade das exportações, conforme direção cambial e (v) criar um cenário de desconfiança, tanto no ambiente doméstico como no exterior.

No regime de câmbio flutuante puro, desequilíbrios no setor externo tendem a ser corrigidos automaticamente por meio da variação da taxa de câmbio. Por exemplo, déficits externos podem levar à desvalorização da moeda doméstica, tornando exportações mais competitivas e importações mais caras, contribuindo para o reequilíbrio da balança comercial.

Vantagens
1: Qualquer desequilíbrio no mercado é ajustado, automaticamente pelo próprio mercado, através da valorização/desvalorização das moedas, de forma natural e espontânea, sem intervenções
2: O Banco Central foca em metas da inflação, uma vez que não há alteração da taxa de juros com a intenção proposital de obter compensações na taxa de câmbio, ainda que, naturalmente, haja influência
3: Sem intervenções, logo, as reservas internacionais são preservadas

Desvantagens
1: Podem ocorrer intensas oscilações na taxa de câmbio em um curto prazo
2: No caso de grandes desvalorizações da moeda doméstica, o preço de importados aumenta
3: A partir do item “2”, há aumento da inflação
4: Dificulta o planejamento a longo prazo para empresas que dependam de insumos importados

Objetivo: Permitir ajuste da taxa de câmbio pelo próprio mercado, concedendo maior autonomia ao Banco Central para agir em outras frentes econômicas
Grau Relativo de Intervenção: Mínimo
Exemplos: Estados Unidos, Japão, União Europeia (Euro)