Este regime cambial é conhecido como Regime Cambial de Banda Deslizante. Neste regime cambial existe um valor central de taxa de câmbio e uma flutuação permitida, adotada pela definição de um piso e um teto. Estes limites e o valor central deslizam, para cima ou para baixo, valorizando ou desvalorizando a moeda e assim, redefinindo a taxa de câmbio.
Essa movimentação se dá em virtude de alguns elementos tomados como base, ente de observação. Geralmente, mas não sempre, é a inflação, na verdade visa-se a diferença entre a inflação doméstica e a inflação do país estrangeiro, referido à moeda da taxa de câmbio.
Ou seja, existe uma regra pré-definida que norteia a movimentação ou não da banda que, conforme seu nome, desliza. Com o deslizamento da taxa de câmbio existe, naturalmente, valorização e desvalorização das moedas.
Conforme seja a necessidade da economia doméstica, o deslizamento pode ser ascendente ou descendente. Desvalorizar ou valorizar a moeda doméstica em relação à moeda âncora, na busca de manter o preço relativo entre as moedas, ou seja, manter a taxa de câmbio adotada dentro de seus limites previstos.

Isso tem ação direta sobre a inflação, a taxa de juros e implicações no comércio internacional, em especial, às exportações. Logo, podemos alterar as condições domésticas através da intervenção por parte do Banco Central, na posição da banda cambial.
Esse regime cambial além de controlar a inflação, permite, devido à sua construção, manter equilíbrio cambial, e como dito, estabiliza o comércio internacional e as exportações. Isso se deve porque o intervalo de oscilação permite previsibilidade, o que é fundamental para os investidores e investimentos. Também é importante para as pessoas físicas e jurídicas que queiram trocar moeda doméstica por moeda estrangeira e vice-versa.
A movimentação do intervalo ocorre, via de regra, quando a taxa de câmbio abandona os limites adotados pelo piso e teto e é feito através de mecanismos de compra e venda de moeda por parte do Banco Central. Entretanto, a movimentação pode ocorrer por outros motivos, motivada por estratégias domésticas.
Vantagens
1: Ajuda a controlar a inflação porque limita o disparo cambial, o ajustando por meio dos limites móveis, reduzindo o repasse cambial aos preços
2: Isso dá estabilidade aos preços; logo, previsibilidade
3: A previsibilidade resulta em credibilidade e confiança, garantindo mais investimentos e investidores
4: O item “2” ajuda a expandir o comércio internacional, em especial, as exportações
Desvantagens
1: Limita o Banco Central quanto aos ajustes de juros, devido à taxa cambial que deve estar em dado intervalo
2: Se a banda cambial não for crível, pode gerar especulações e estas podem gerar crises
3: Pode ser necessário uso considerável de reservas internacionais devido ao movimento deslizante do intervalo da taxa de câmbio
4: Caso a inflação seja maior que a movimentação para sua correção, isso valoriza a moeda doméstica o que prejudica a competitividade no comércio internacional, quanto às exportações
Objetivo: Busca obter um equilíbrio entre o controle da inflação, contendo preços e evitar valorização excessiva da moeda doméstica para manter alta competitividade no cenário do comércio internacional, ou seja, busca inflação controlada e competitividade no comércio internacional
Grau Relativo de Intervenção: Baixo
Exemplos: Chile, Israel (exemplos históricos)