Este regime cambial, conhecido em inglês como Adjustable Peg, possui taxa de câmbio fixa a qual pode ser alterada, ajustável ao longo do tempo. Inicialmente, o Banco Central adota uma paridade com relação a uma moeda forte ou cesta de moedas e, sempre que necessário ele pode intervir para alterar essa paridade.
Ao longo do tempo o Banco Central altera a paridade, de forma a manter a competitividade no cenário do comércio internacional. Também para alterar o valor da moeda doméstica, como forma de estratégia econômica. Esse regime cambial permite se adaptar às novas condições e tendências do momento.

A origem desse regime cambial se deu na Conferência de Bretton Woods. Nesse regime, a tendência – tendência e não regra – é que a taxa de câmbio seja baixa, ainda que de forma artificial. Neste caso específico, isso facilita as exportações do país doméstico, que tendo uma moeda fraca, com baixo valor nominal, torna a exportação atrativa aos olhos dos países estrangeiros que pagam pouco pelo produto.
Neste mesmo cenário, temos duas implicações. A primeira é o aumento da competitividade do país doméstico no comércio internacional. Doutro bordo, cria um ambiente de predomínio de um país exportador, um meio anticompetitivo, com preços demasiadamente baixos.
É o que ocorre na China, onde em um passado não muito distante, a China atrelou sua moeda, o Renminbi ao Dólar Americano através de uma taxa cambial fixa e ajustável muito baixa. Desta forma a China conseguiu ajudar a ampliar seu comércio internacional. Com as exportações os estadunidenses preferiam importar da China a ter que produzir a custos mais elevados, criando um problema quanto às contratações em solo estadunidense.
Para deixar claro, estamos falando de um caso específico que pode ocorrer a partir do uso desse regime cambial. Não se trata de uma generalização
De volta à generalização do regime cambial por paridade ajustável…
Esse regime permite aumentar as exportações e arrecadação do país doméstico o que ajuda a estabilizar a economia e a manter os preços de mercado sob controle e previsão. Isso, implica na baixa inflação.
Na prática a alteração da nova taxa cambial necessita de alguns mecanismos. Um dos mecanismos é alterar a taxa de câmbio com vista à Lei de Oferta e Demanda. Assim, o Banco Central compra ou vende, conforme o caso, a moeda forte. Se o objetivo é aumentar a taxa cambial, o Banco Central tem que valorizar a moeda forte de referência, logo, o Banco Central tira essa moeda do mercado, a comprando, o que a valoriza e aumenta a taxa de câmbio.
No caso contrário, ou seja, para baixar a taxa de câmbio, se aplica a lógica inversa. Neste caso, o Banco Central vende a moeda forte para instituições financeiras – bancos e corretoras – e recebe, em troca, moeda doméstica. Para qualquer que seja o caso, se usam as reservas internacionais.
Outro mecanismo utilizado é alterar a taxa de juros. Reduzir a taxa de câmbio, pode ser entendida como valorizar a moeda doméstica. Para isso, aumentamos a taxa de juros, ou seja, a taxa de recompensa ao investidor, o que atrai investimentos estrangeiros. Aumentar a taxa de câmbio, pode ser entendida como desvalorizar a moeda doméstica. Para isso devemos incentivar a circulação de moeda no mercado, onde o crédito se torna mais atrativo que a poupança. Isso ocorre quando se reduz a taxa de juros.
Por fim, outro mecanismo comum é limitar a compra de moeda estrangeira. Isso altera a taxa cambial. Uma vez alcançada a nova taxa cambial, é dada publicidade para conhecimento da população.
Algo que permite entender o conceito geral deste regime cambial: No regime de paridade ajustável, a alteração da taxa cambial pode ocorrer por desvalorização da moeda doméstica, quando o objetivo é estimular exportações, ou por revalorização, quando o objetivo é conter inflação ou fortalecer o poder de compra da moeda.
Vantagens
1; Aumenta a competitividade do país doméstico no cenário do comércio internacional
2: Aumento das exportações
3: Atrai investidores e investimentos
4: Inflação reduzida
5: Preços no mercado tendem a se manter, devido à estabilidade da economia
6: Banco Central pode alterar o câmbio para modificar situações e se adaptar a novas realidades
Desvantagens
1: Cria um mercado pouco competitivo
2: Pode alterar a reduzir a taxa de empregos em países em que o país doméstico realiza exportações em volume considerável
3: Aumenta chances de ataques especulativos se a taxa de câmbio adotada não passar credibilidade
4: Ajustes muito periódicos reduz a credibilidade por parte dos investidores e pode alterar preços e gerar inflação
Objetivo: Permitir ajustes a taxa de câmbio para manter a competitividade internacional e responder a mudanças econômicas internas e externas
Grau Relativo de Intervenção: Alto
Exemplos: China (exemplo histórico)