1: Apresentação
ARISTÓTELES, ou Aristóteles, filho de Nicômaco de Estagira, em grego, Ἀριστοτέλης, Νικομάχου Ἐσταγειρίτης (Aristotélēs, Nikomáchou Estageiritēs); foi um filósofo da Grécia Antiga nascido em 384 A. C. em Estagira, Macedônia Antiga e morreu em Cálcis, na Grécia no ano de 322 A. C. Viveu tanto na Grécia Antiga quanto na Macedônia Antiga, momento em que teve como discípulo Alexandre, O Grande.
Aristóteles era filho de Nicômaco, médico da corte real da Macedônia Antiga e de Féstide, sem referência á profissão, ainda que se creia ter sido da nobreza ou da aristocracia da Macedônia Antiga. Aristóteles foi, além de filósofo, escritor, cientista (pesquisas nas áreas da biologia, da zoologia, da botânica, da física e da astronomia) e professor, tendo lecionado no Liceu em Atenas, o qual ele mesmo fundou. Por volta de 40 anos, Aristóteles se casou com Típia, a qual tinha por volta de 18 anos, com quem teve uma filha, também chamada Pítia. O casamento com grande diferença de idade era comum na Grécia Antiga.
O casamento durou dez anos, tendo acabado com a morte de Pítia. Após sua morte Aristóteles se relacionou com Herpilis, uma serva com quem teve um filho, Nicanor.

2: Visão geral sobre o trabalho de Aristóteles
Aristóteles teve como seu mestre Platão, o qual influenciou sua obra. Sócrates e Empédocles também o influenciaram, mas Platão tem destaque nesse sentido. Aristóteles se dedicou estudar a ética, a política, metafísica, lógica e as ciências naturais e biológicas. Também estudou acerca de psicologia e da Alma humana.
Sobre ética, Aristóteles abarcou temas acerca da virtude, da justiça e da felicidade. Temas estes abordados também por seu mestre Platão, entretanto Aristóteles teve sua abordagem própria. Diz-se que Platão buscava o ideal enquanto que Aristóteles buscava o real. Isso pode ser visto no afresco pintado pelo renascentista italiano Rafael Sanzio (Itália; 1483 – 1520) conhecido como Escola de Atenas.
Nesta obra se vê Platão apontando para cima indicando a perfeição, o que é tomado como um idealismo. Já Aristóteles está apontando para baixo, indicando a necessidade de partirmos do real, para que possamos realizar transformações possíveis.
Com relação á política Aristóteles tinha três formas de governo possíveis; a monarquia, a aristocracia e a república. Via que as duas primeiras podiam ser justas ou corruptas. Quanto à democracia, esta dependida da educação do povo. Afirmava que a aristocracia era a forma de governo mais ideal porque tinha a presença da sabedoria dos governantes, o que levaria a uma maior estabilidade.
Aristóteles era um grande defensor da classe média. Dizia, em suma, que quanto maior a classe média mais estável seria a sociedade e que o ideal é que todos fossem classe média, com o intuito de evitar divisões e lutas de origem social.
3: Ética para Aristóteles
Aristóteles desenvolveu a Teoria da Virtude, ou ainda, a Ética da Virtude. Assim, podemos afirmar que a ética para Aristóteles está fundamentada no desenvolvimento da virtude pelo ser humano. A obra de Aristóteles que enfatiza isso é Ética a Nicômaco.
Aristóteles trabalha o conceito de eudaimonia, que é a busca pela felicidade, sendo esse o fim que devemos perseguir como seres humanos. E é essa busca pela felicidade que guia as ações humanas. Mas como alcançar a felicidade, segundo Aristóteles?
Para ele a felicidade só é possível quando se tem uma vida virtuosa. Isso porque as boas ações conduzem o ser humano para o bem e é o bem aquele que nos confere a felicidade. No caso das más ações, estas são feitas por ignorância e vão contra a própria natureza humana, e isso nos afasta da felicidade.
Aristóteles entendia que o comportamento humano é uma escolha racional do ser humano que deve ponderar sobre suas ações e condutas. Por ser racional é capaz de projetar as consequências de seus atos. Nesse raciocínio Aristóteles afirma que a prudência é a base de todas as demais virtudes. Estendendo seu raciocínio, a prudência é o caminho para conquistar a virtude. Nós devemos exercer a prudência.
Isso porque, para ele, a partir da razão podemos fazer nossas escolhas, e nisso podemos agir com prudência. Ela permite eleger o que é bom para si e o que é bom para o coletivo. Logo, a prudência permite nos conduzir por um caminho virtuoso e, assim, chegar à felicidade.
A prudência é um aspecto da sabedoria que permite controlar nossos impulsos negativos. E é na virtude que reside o equilíbrio de todas as coisas. E essa virtude nós podemos e devemos obter pelo exercício, pelo hábito. Assim, pela prática, pelo exercício do hábito, conseguimos desenvolver as virtudes.
A virtude está a meio caminho, ou nos termos de Aristóteles, na justa medida entre os vícios extremos, um sendo excesso e outro sendo ausência. Por exemplo, a generosidade é a justa medida (está e meio caminho) entre o excesso que é o desperdício e a ausência que é a avareza. A avareza e o desperdício são extremos e a generosidade é o meio, o equilíbrio.
E é exatamente nesse equilíbrio, aqui representado pela generosidade, que reside a felicidade. Ou seja, a ética para Aristóteles é obtida quando agimos pelas virtudes e pelas virtudes ou ação virtuosa é por onde conseguimos alcançar o objetivo e finalidade de todo ser humano na vida, que é a felicidade.