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Ética para Platão

1: Apresentação

PLATÃO, se chamava Aristócles, em grego, Ἀριστοκλῆς (Aristokles); foi um filósofo da Grécia Antiga nascido em 428/427 A. C. em Antenas, viveu em Atenas e morreu na mesma cidade no ano de 348/347 A. C. Platão, em grego, Πλάτων (Plátōn) era seu apelido e significa “o largo” ou “o amplo”. Isso poderia ter sido devido à sua compleição física ou seu temperamento; quiçá, ambos.

Platão era filho de Aristão de Atenas, nobre ateniense descendente do rei Codro de Atenas. Sua mãe era Perictíone, a qual pertencia a uma família nobre e influente em Atenas. Era parente do legislador Sólon. Platão era casado com Axíotea quando ele tinha por volta de 40 anos, ela tinha 18 anos. O casamento com essa diferença de idade era algo comum na Grécia Antiga.

Platão se dedicou à filosofia e a escrever livros. Foi discípulo de Sócrates e teve como discípulo Aristóteles. É creditado a Platão a criação da Academia de Atenas, um centro de estudos. Ele é considerado um dos mais importantes filósofos da história, e suas obras tiveram um impacto profundo na filosofia ocidental.

Estátua de Platão – Academia de Atenas, Grécia

2: Visão geral sobre o trabalho de Platão

Platão foi influenciado de forma muito impactante por Sócrates o qual o considerava seu mestre. Assim como Sócrates, Platão se dedicou a questões éticas e sociais, tendo chegado, a partir deles a adentrar suas análises em questões políticas.

Entretanto, Platão foi mais além. Sua filosofia abarcava questões cosmológicas, metafísicas, e epistemológicas.

Na questão ética, Platão se dedicou a estudar a justiça o que é bastante explorado em sua obra, A REPÚBLICA. Com relação à política ele estudou as formas de governo, tendo especificado três formas de governo possíveis e, a partir destes, três formas de governo degeneradas, são elas: monarquia (degenera em tirania); aristocracia (degenera em oligarquia) e democracia (degenera em anarquia).

Assim como Sócrates, Platão também se preocupou com questões éticas e sociais, chegando na esfera política. Entretanto, abarcou outros temas, alçando estudos não realizados por Sócrates, caso das questões cosmológicas, epistemológicas e metafísicas.

Platão é o autor de O MITO DA CAVERNA, presente no livro VII. Nele, Platão usa esse alegoria para explicar a natureza da realidade e o caminho para chegar à iluminação, como seus passos e etapas que passamos em meio à sociedade e com relação a si mesmo.

3: Ética para Platão

Platão desenvolveu a Teoria da Forma do Bem, ou ainda, a Ética do Conhecimento. Logo, podemos afirmar que a ética para Platão está fundamentada na busca pelo conhecimento por parte do ser humano. A obra em que Platão discorre sobre a ética do conhecimento é em A República, em seu livro VII. Fala ainda em outras obras: Fedro, Fedão e em O Banquete. A ética para Platão é uma ética de submissão ao exercício do Bem, da Justiça e da Beleza.

Platão trabalha a ideia de dois mundos. Um mundo perfeito onde reina a verdade. Ele só é acessível mediante a razão objetiva e pelo conhecimento. Esse mundo é o mundo das essências que são eternas e imutáveis. É denominado por Platão como Mundo Inteligível ou ainda Mundo das Ideias ou Formas.

O segundo mundo é o Mundo Físico, ou ainda, Mundo Sensível. É o das cópias imperfeitas das formas e ideias. É um mundo imperfeito e ilusório acessível pelos sentidos; portanto, não permite captar o real. Assim, para Platão a ética está em conformidade ao conhecimento que se tenha do Mundo das Ideias, não se deixando levar pelos sentidos e o Mundo Sensível.

Logo; acessar o Mundo das Ideias é acessar o conhecimento e para ter esse conhecimento é necessário fazer uso da razão objetiva e da reflexão. Ao acessar esse mundo, através do conhecimento, acessamos a realidade e ao viver em conformidade com essa realidade, com essa verdade imutável, é o que Platão entende como ética.

A ética para Platão não era uma ação unicamente focada no indivíduo, mas algo dentro do coletivo. A base e fundamento da ética para Platão era a felicidade para todos. Assim, para Platão.

Assim, questiona-se: Como pode um indivíduo ser feliz em uma sociedade sem virtudes, sem compreensão da sua própria realidade, em uma sociedade repleta de ilusões? Logo, na visão de Platão, a ética é obtida quando se alcança o conhecimento.

Platão elege quatro virtudes como principais, são chamadas de virtudes cardinais, são elas: PRUDÊNCIA; JUSTIÇA; TEMPERANÇA E CORAGEM. São as virtudes que conduzem o ser humano no caminho do Bem. A virtude existe quando pensamento, emoção e ação são uníssonos, quando apontam para o mesmo sentido e direção. Para Platão virtude é conhecimento.

A prudência, ou sabedoria, é necessária para fazer as escolhas corretas, tomar decisões sábias. A prudência deve ser desenvolvida por todos, em especial pelos governantes para bem guiar seu povo. É considerada a mais importante das quatro virtudes.

A justiça é para viver de forma equilibrada com os demais, respeitando os direitos alheios. Devemos aprender a viver em conformidade com a lei. A justiça deve ser desenvolvida por todos, em especial por aqueles que julgam os cidadãos. Segundo Platão, a justiça é alcançada quando as outras três virtudes são adquiridas.

A temperança serve para aprendermos a controlar nossos impulsos, nossos desejos. Deve ser desenvolvida por cada cidadão. Devemos ter equilíbrio em nossas ações e não se deixar levar por nossas paixões.

Por fim, a coragem serve para enfrentar os desafios. Deve ser desenvolvida por todos, em especial pelos guerreiros, pelos soldados.

Em suma, a ética para Platão se fundamenta na busca pelo Bem o que se consegue pelo exercício da virtude mediante a compreensão do Mundo Ideal.