1: Introdução
Apresentamos uma classificação dos principais pensadores com foco no pensamento filosófico. Priorizamos a presença de filósofos no sentido convencional do termo. Não faz parte desta classificação, em modo restrito, autores do pensamento econômico, político ou social.
2: Classificação
Segue a classificação.
1. Filosofia Antiga
1.1 Pensadores Chineses
- Mozi (470–391 a.C.) → utilitarismo ético, defesa da imparcialidade e paz social.
- Confúcio (551–479 a.C.) → ética social, moralidade, governança, virtude, harmonia social.
- Lao Tsé (c. 601–c. 531 a.C.) → Tao, naturalidade, simplicidade, equilíbrio, filosofia política e espiritual.
1.2 Pré-Socráticos (Grécia)
- Tales de Mileto (c. 624–c. 546 a.C.) → origem natural do cosmos, matemática, filosofia da natureza.
- Anaximandro (c. 610–c. 546 a.C.) → princípio do ápeiron, cosmologia, origem dos seres.
- Anaxímenes (c. 585–c. 528 a.C.) → ar como princípio fundamental, física natural.
- Pitágoras (c. 570–c. 495 a.C.) → números como princípio, harmonia, alma e reencarnação.
- Heráclito (c. 535–c. 475 a.C.) → devir, mudança constante, unidade dos opostos.
- Parmênides (c. 515–c. 450 a.C.) → ser imutável, crítica ao movimento, ontologia.
- Anaxágoras (c. 500–428 a.C.) → nous (mente) como princípio ordenante do cosmos.
- Empédocles (c. 494–c. 434 a.C.) → quatro elementos, amor e ódio como forças cósmicas.
- Demócrito (c. 460–c. 370 a.C.) → atomismo, explicação materialista do cosmos.
1.3 Sophistas
- Protágoras (c. 490–c. 420 a.C.) → relativismo, “o homem é a medida de todas as coisas”, ética prática.
- Górgias (c. 485–c. 380 a.C.) → retórica, poder da linguagem, relativismo, persuasão, crítica à verdade objetiva.
- Hípias (c. 460–c. 399 a.C.) → erudição universal, retórica, ética prática.
1.4 Filosofia Clássica Grega
- Sócrates (c. 470–399 a.C.) → ética, método dialético, virtude como conhecimento.
- Platão (427–347 a.C.) → teoria das ideias, filosofia política, metafísica, educação.
- Aristóteles (384–322 a.C.) → lógica, metafísica, ética, política, teoria do conhecimento.
1.5 Escola do Cinismo
- Diógenes de Sinope (c. 412–c. 323 a.C.) → cinismo, crítica à sociedade, rejeição de convenções sociais, simplicidade voluntária.
- Crates de Tebas (c. 365–c. 285 a.C.) → mentor de Diógenes, simplicidade e desapego.
- Cleanto (c. 330–c. 230 a.C.) → estoicismo, ética prática.
1.6 Filosofia Helenística
- Epicuro (341–270 a.C.) → epicurismo, prazer como bem, ataraxia, ausência de dor.
- Zenão de Cítio (c. 334–262 a.C.) → estoicismo, virtude, razão, natureza, controle das paixões.
1.7 Filosofia Romana
- Cícero (106–43 a.C.) → direito, ética, política, filosofia prática.
- Sêneca (4 a.C.–65 d.C.) → estoicismo, ética prática, moral e economia.
- Marco Aurélio (121–180) → estoicismo, governança, disciplina, reflexão pessoal.
2. Filosofia Medieval
2.1 Filosofia Cristã
- Santo Agostinho (354–430) → ética cristã, justiça, alma, relação entre fé e razão.
2.2 Escolástica
- São Tomás de Aquino (1225–1274) → justiça comutativa, ética, preço justo, integração de fé e razão.
- Duns Scotus (1266–1308) → propriedade, pobreza evangélica, fundamentos morais da riqueza.
- Guilherme de Ockham (1287–1347) → liberdade contratual, críticas à usura, racionalização econômica.
2.3 Filosofia Islâmica Medieval
- Al-Farabi (872–950) → lógica aristotélica, filosofia política, harmonia entre religião e filosofia.
- Avicena (Ibn Sina) (980–1037) → metafísica, alma, medicina e filosofia aristotélica.
- Averróis (Ibn Rushd) (1126–1198) → comentário aristotélico, relação fé-razão, racionalismo islâmico.
- Al-Ghazali (1058–1111) → teologia, crítica à filosofia racional, sufismo.
3. Filosofia Moderna
3.1 Renascimento e Pré-Clássicos
- Francis Bacon (1561–1626) → empirismo, método científico, filosofia prática.
- René Descartes (1596–1650) → racionalismo, método cartesiano, dúvida metódica, cogito.
- Baruch Spinoza (1632–1677) → ética geométrica, determinismo, Deus-Natureza, racionalismo.
- Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716) → monadologia, racionalismo, harmonia pré-estabelecida.
3.2 Iluminismo
- John Locke (1632–1704) → empirismo, teoria política, direitos naturais.
- Voltaire (1694–1778) → crítica social, liberdade, religião.
- David Hume (1711–1776) → empirismo, teoria do conhecimento, ceticismo.
- Jean-Jacques Rousseau (1712–1778) → contrato social, educação, igualdade, liberdade.
- Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832) → estética, natureza, teoria das cores, filosofia do desenvolvimento humano, intersecção entre ciência e arte.
3.3 Filosofia Alemã Clássica
- Immanuel Kant (1724–1804) → criticismo, ética deontológica, epistemologia.
- Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770–1831) → dialética, idealismo absoluto, história e razão.
3.4 Escolas do Século XIX
- Arthur Schopenhauer (1788–1860) → pessimismo, vontade, metafísica da vontade, arte como escape.
- Friedrich Nietzsche (1844–1900) → crítica moral, vontade de poder, niilismo, super-homem.
- Friedrich Engels (1820–1895) → materialismo histórico, socialismo científico.