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O Desamparo Aprendido

1: Autoria e cronologia

Este experimento foi idealizado e conduzido pelo psicólogo estadunidense Martin SELIGMAN (EUA; 1947 – …) no ano de 1965, pela universidade da Pensilvânia. O experimento é conhecido como Teoria da Depressão de Seligman e foi realizado com cães com resultados extrapolados para humanos.

Foto de Martin Seligman do experimento Desamparo Aprendido
Martin Seligman

2: Objetivo

O estudo buscava demonstrar como situações aversivas e incontroláveis, que ocorrem de forma recorrente em nossas vidas, podem nos tornar passivos e incapazes de uma ação positiva para sair dessa situação, mesmo que isso seja possível e viável, nos dando uma sensação de impotência.

3: O Cenário do experimento

Havia dois ambientes, um para cada fase do experimento. Na primeira fase, o ambiente era dividido em três setores, um para cada grupo de cães. Em dois setores o piso era eletrificável, em um havia controle para interromper a corrente elétrica e no outro não. O terceiro setor não era eletrificável. Todos os cães estavam presos por arreios.

Na segunda fase havia dois setores em comunicação. Em um dos ambientes havia um piso eletrificável, mas os cães estavam sem arreios. Havia ainda uma barreira muito baixa que delimitava uma das extremidades desse setor o que permitia fácil passagem para o outro setor, este, não eletrificável. Este era o ambiente do experimento.

NOTA: A VOX HOMINIS não está em conformidade com experimentos que causem dor aos seres vivos. Apresentamos este estudo, dentro desta coletânea de Experimentos Sociais, pelas implicações reais que as conclusões possuem na vida humana e animal.

4: Metodologia

Não foi encontrado relato da quantidade de cães. Sabe-se que, na primeira fase, eles foram divididos da seguinte forma:

GRUPO 1: Grupo de controle; com cães presos em arreios em ambiente com piso não eletrificável.
GRUPO 2: Grupo de controle ativo; com cães presos em arreios em ambiente com piso eletrifiável.
GRUPO 3: Grupo de desamparo; com cães presos em arreios em ambiente com piso eletrificável.

O Grupo 2 tinha, em seu setor, um mecanismo onde os cães poderiam evitar o choque elétrico acionando o interruptor com o focinho. O Grupo 3 não podia evitar o choque elétrico.

Em períodos de tempo discorria a eletrificação do piso. Os cães do Grupo 2 aprenderam a evitar o choque elétrico, acionando o mecanismo para interromper a corrente elétrica. Os cães do Grupo 3, eram, inevitavelmente, acometidos por choque elétrico. Os cães do Grupo 1 não eram acometidos por choques elétricos.

5: Resultados

Quando o piso foi eletrificado na segunda fase do experimento, os cães dos Grupos 1 e 2 passaram para o outro setor. No caso dos cães do Grupo 3, a maioria não fez esse traslado, permanecendo no setor eletrificável. Os cães desse Grupo ficaram passivos ao chão, sem se moverem.

6: Conclusões

Os pesquisadores salientaram três conclusões sobre o Experimento:

1 – Depressão e desamparo: Os pesquisadores apontam para uma relação entre o desamparo aprendido e a depressão em humanos, onde a recorrência de eventos negativos no transcurso da vida de uma pessoa, pode levar à incapacidade de reação, à inatividade ante à vida e chegar ao desespero.

2 – Atribuições e depressão: Os pesquisadores ampliaram a ideia afirmando que a forma como as pessoas explicam os eventos duros da vida (as atribuições) influencia o desamparo aprendido. Ou seja, como você explica sua experiência, é a forma como você demonstra que vai reagir a ela.

3 – Superar o desamparo: Os pesquisadores afirmam que a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a superar o desamparo aprendido.